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A Ética e santificação como fundamento cristão do discipulado
 
 
 
 
1) Á ética para que sejamos primeiramente PASTOR(A) de Todos.
Vejam o que Wesley Duewel disse: 
 
“Você tem coração de pastor? Nada é mais essencial à liderança cristã. Existem várias descrições bíblicas de líderes cristãos. Eles devem ser atalaias. Deus disse a Ezequiel que o dera como atalaia sobre Israel, com dois encargos: ouvir a palavra de Deus e entregar ao povo a mensagem de Deus (Ez 3.17). Ele passou a dizer então que o líder era responsável por transmitir a todos, adequadamente, a advertência e a mensagem de Deus. Se deixasse de dar a mensagem divina, Deus o faria responder pelo sangue do povo (Ez 33.1-9). Em Isaías 62.6, Deus acrescentou ao papel de atalaia a responsabilidade da intercessão.
 
Deus quer que você como obreiro/a cristão/ã tenha coração de pastor/a. Todo líder tem a responsabilidade de pastorear todo o povo sob a sua influência e cuidado. Cada presbítero/a e diácono/diaconisa da igreja local compartilha certas responsabilidades do pastoreio. O bispo de uma denominação ou superintendente de uma organização cristã tem a responsabilidade de apascentar os/as pastores/as ou obreiros/as cristãos/ãs sob a sua guarda. O pastoreio é um dos papéis mais importantes e necessários entre o povo de Deus.
 
Deus tem coração de pastor. Moisés chamou Deus em sua canção de Pastor do Seu povo (Gn 49.24). Davi disse a respeito de Deus: ‘O Senhor é o meu pastor’ (Sl 23.1). O Salmo do pastor mostra como Deus é nosso Pastor e a segurança que temos por causa desta gloriosa verdade. O escritor do Salmo 80 orou a Deus, o Pastor que guia Seu povo como um rebanho (Sl 80.1).”[1]
 
 
 
2) Ética é unidade e companheirismo entre pastores/as.
 
Richard Baxter, célebre pastor inglês do século XVII, cujos ensinos influenciaram João Wesley, disse:
 
“Há necessidade de unidade e companheirismo entre pastores, pois é  necessário que sejamos unidos como companheiros/as na realização da obra do Senhor. Precisamos procurar as virtudes sociais da unidade e da paz das igrejas que estão sob os nossos cuidados. Precisamos preocupar-nos com o sucesso de toda a obra de Deus. Precisamos fortalecer a causa comum a qual servimos, bem como interessar-nos pelo bem-estar de cada membro do nosso rebanho. Isto é, precisamos ter visão mais larga, para a ampliação do reino de Cristo.
 
Portanto, como ministros/as, precisamos sofrer com as feridas da Igreja. Em vez de liderarmos cisões, devemos liderar as iniciativas que impeçam divisões e que favoreçam a cura. Dia e noite devemos devotar-nos a buscar meios pelos quais possamos fechar as brechas que se abrem. Devemos não somente falar sobre a unidade da Igreja, mas realmente procurá-la e prestar serviço em seu favor. Não só devemos procurar a paz, mas ir atrás dela, quando foge de nós.
 
Precisamos apegar-nos à antiga simplicidade da fé cristã original, e construir os nossos alicerces sobre a sua unidade original. Devemos detestar a arrogância dos que hostilizam e dividem a Igreja de Deus, sob o pretexto de corrigir erros e defender “a verdade”. É evidente que se deva defender a suficiência das Escrituras; mas não permitamos que acrescentem coisa alguma a elas.
 
Devemos procurar saber com clareza a distinção entre certezas e incertezas, entre questões fundamentais e explicações que não passam de teorias especulativas. Então poderemos distinguir claramente entre os fundamentos da fé e as questões que são apenas opiniões particulares. A paz da Igreja depende daqueles, e não destas.
 
Precisamos, pois, de uma sólida exposição da teologia histórica para vermos os modos pelos quais a igreja tem planejado para defender a verdade. Precisamos conhecer também os escritos dos chamados pais primitivos, para beneficiar-nos dos seus ensinos e explicações mais claros. Mas nada disso constitui a regra básica da nossa fé ou do amor de Deus em nós.
 
Também devemos evitar a confusão dos que não fazem diferença entre lapsos verbais da língua e heresias fundamentais. Quão trágico é que alguns estraçalham seus irmãos como hereges, sem nenhum esforço anterior para compreendê-los!
 
Devemos aprender a entender os motivos básicos das controvérsias, e então reduzi-las ao ponto no qual possamos distinguir as falsas diferenças das genuínas, ao invés de só vermos os preconceitos. Então seremos capazes de refrear-nos, deixando de tornar as diferenças piores do que elas realmente são. Em vez de brigarmos com os nossos irmãos, cooperemos todos contra os nossos verdadeiros adversários comuns.
 
Por isso é importante que os/as ministros/as se unam para usufruir diversas formas de companheirismo, além de cultivar a correspondência. Reunamo-nos, pois, constantemente, com vistas a este objetivo de unidade. Então veremos que as diminutas diferenças de pontos de vista não interferem em nossa comunhão fraternal.
 
Devemos realizar a obra do Senhor com a máxima unidade e harmonia possível. [Era prática dos sínodos entre os puritanos]. Não devemos impor regras uns aos outros, nem fazer leis, mas evitar mal entendidos e trocar impressões para edificação mútua. Manter o amor e a comunhão uns com os outros é o que a Palavra de Deus nos manda fazer.
 
Se tão somente os ministros do evangelho tivessem sido homens de paz e possuidores de um espírito católico, e não faccioso, a Igreja de Cristo não estaria dividida como hoje está. Os conceitos dos ‘irmãos’ e dos calvinistas forâneos, como também as diferentes denominações em nosso país, não estariam conspirando para destruir-se mutuamente. Seu crescente azedume uns para com os outros só serve para fortalecer o inimigo comum, assim como impede a edificação e a prosperidade que a Igreja deveria estar experimentando atualmente.”[2]. Quão atual são essas sábias palavras. Vigiemos para não sermos encontrados/as por Deus como promotores de facções.
 
 
3) Ética é acima de tudo vida de santidade.
 
Paulo buscava a perfeição cristã; Deus deu a ele o crescimento na santificação. A expressão: “Não que eu já tenha recebido, ou obtido a perfeição...”, Paulo sabia o que queria, por isso podia avaliar, pois a expressão não ter obtido ou recebido era uma autoavaliação. Será que nós temos nos avaliado sobre onde nos encontramos no caminho da perfeição cristã?
 
Paulo sabia onde havia sido seu ponto de partida – Damasco; sabia onde queria chegar, e qual era o seu alvo: “... o prêmio da soberana vocação em Cristo Jesus.” (Fp 3.14). Assim podemos concluir que Paulo sabia onde estava entre estes pontos, e tinha consciência que avançava, crescia a cada dia, pois sua obstinação era grande como mostra as expressões: “... prossigo para alcançar... não julgo havê-lo alcançado; mas uma cousa faço, esquecendo-me das cousas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão...” ( Fl 3.12-13 ).
 
Você hoje pode visualizar seu ponto de partida na carreira da santificação? Sabe claramente qual seu alvo? Está progredindo na direção dele a cada dia? As mesmas perguntas devemos fazer à nossa igreja local. Quando ela começou? Onde ela está em crescimento e santificação? Onde pretende chegar? (Gl 2.20).
 
Paulo havia posto a sua vida ministerial em ordem de prioridade correta. Primeiro santificar-se e conhecer a Deus; o ministério tornou-se uma decorrência disto. E Deus foi fazendo as coisas acontecerem em sua vida.
 
A afirmação deste texto corre nesta direção, todos tenhamos este sentimento, ou intenção de santificarmo-nos. Se alguém pensa diferente, Deus vai esclarecer, diz Paulo.
 
 
4) Servindo de modelo na Busca da Santificação – Fp 3.17 
 
Nas cartas paulinas encontramos por oito vezes o apóstolo recomendando que o imitem e que a Igreja ande segundo o modelo que tem nele. Hoje nós temos dificuldade de identificar estes modelos de cristianismo, a Igreja Primitiva se fortaleceu em torno destes modelos. Paulo, Barnabé, Pedro, João, Tiago, Maria, Isabel, Febe, Lídia, foram servos/as que em tudo recomendavam o Evangelho, e serviram de modelo para o mundo que os cercava, e principalmente para os novos crentes.
 
Nós, evangelistas, podemos dizer que João Wesley, Finney, Moody tornaram-se  um modelo importante para nós, principalmente em seu zelo pela proclamação do Evangelho e pelo padrão de uma vida santa.
 
Tenho ouvido de diversos líderes cristãos: “eu não sou perfeito, o modelo é Jesus”. É certo que o modelo é Jesus,mas o povo, a sociedade em geral não vê Jesus, vê a Igreja, os cristãos, vê você, vê a mim. Embora seja altamente desafiador, é  responsabilidade da Igreja ser modelo para o mundo. O Evangelho, o Senhor Jesus são glorificados ou envergonhados por nosso testemunho. Sim, precisamos ser santos e maduros na fé, pois só assim estaremos recomendando com a nossa vida o Evangelho do Senhor Jesus.
 
Paulo se sentia com autoridade para  recomendar a si mesmo. Pois, o poder de Deus era visível em sua vida, seu Evangelho não era apenas de palavras ou aparência; veja o que ele mesmo disse a respeito disso: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana e, sim no poder de Deus” (1 Co 2. 4-5).                               
 
Não poderíamos escapar desta responsabilidade, precisamos ter vidas íntegras e que sirvam de modelo ao mundo, principalmente aos novos discípulos e discípulas que chegando à Igreja esperam encontrar testemunhos que não enxergam no mundo.
 
 
Do irmão em Cristo,
 
   
 
Bispo Paulo Lockmann
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