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1)  Á ética realidade e dificuldades hoje.

Estamos vivendo tempos quando a ética cristã em todos os níveis vem sendo pisada, machucada e golpeada em nome de perversidade pessoal e ânsia por dinheiro e poder. Os seres humanos são capazes de ferir, ofender desrespeitar e até matar para atingir seus objetivos. Qual seja, impor suas opiniões desacreditando a dos outros.

A ética bíblica que muitos parecem desconhecer é centrada nos atributos de Deus: amor, bondade, compaixão, misericórdia. No Novo testamento Jesus põe especialmente nas bem aventuranças sua ética, que de certa forma se estende pelo sermão do monte. (Mt. 5-7) Ali fala que, se alguém chamar seu irmão de tolo já é réu do fogo do inferno. Muitas pessoas vivem tendo dificuldades na vida pela falta de ética, com facilidade desandam a falar da vida dos outros em defesa do que acham certo, tornam-se Juízes. 

Foi em cima desta falta de temor de Deus, é que políticos se apropriam de bens do povo em beneficio próprio. É mais do que urgente voltar ao primado da ética baseada nas Escrituras.

 

2) O Pastor/a e os Lideres da Igreja precisam ser referências éticas .

 

Vejam o que disse Wesley Duewel:

“Você tem coração de pastor? Nada é mais essencial à liderança cristã. Existem várias descrições bíblicas de líderes cristãos. Eles devem ser atalaias. Deus disse a Ezequiel que o dera como atalaia sobre Israel, com dois encargos: ouvir a palavra de Deus e entregar ao povo a mensagem de Deus (Ez 3.17). Ele passou a dizer então que o líder era responsável por transmitir a todos, adequadamente, a advertência e a mensagem de Deus. Se deixasse de dar a mensagem divina, Deus o faria responder pelo sangue do povo (Ez 33.1-9). Em Isaías 62.6, Deus acrescentou ao papel de atalaia a responsabilidade da intercessão.

Deus quer que você como obreiro cristão tenha coração de pastor. Todo líder tem a responsabilidade de pastorear todo o povo sob a sua influência e cuidado. Cada presbítero e diácono da igreja local compartilha certas responsabilidades do pastoreio. O bispo de uma denominação ou superintendente de uma organização cristã tem a responsabilidade de apascentar os pastores ou obreiros cristãos sob a sua guarda. O pastoreio é um dos papéis mais importantes e necessários entre o povo de Deus.

Deus tem coração de pastor. Moisés chamou Deus em sua canção de astor do Seu povo (Gn 49.24). Davi disse a respeito de Deus: ‘O Senhor é o meu pastor’ (Sl 23.1). O salmo do pastor mostra como Deus é nosso Pastor e a segurança que temos por causa desta gloriosa verdade. O escritor do Salmo 80 orou a Deus, o Pastor que guia Seu povo como um rebanho (Sl 80.1).” [1]

 

3)  Ética é unidade e companheirismo entre pastores.

 

Aprendamos com Richard Baxter, célebre pastor inglês do século XVII, cujos ensinos influenciaram João Wesley, que disse:

“Há necessidade de unidade e companheirismo entre pastores. As doze qualidades consideradas acima são exigidas dos pastores como indivíduos. Mas é também necessário que sejamos unidos como companheiros na realização da obra do Senhor. Precisamos procurar as virtudes sociais da unidade e da paz das igrejas que estão sob os nossos cuidados. Precisamos preocupar-nos com o sucesso de toda a obra de Deus. Precisamos fortalecer a causa comum a qual servimos, bem como interessar-nos pelo bem-estar de cada membro do nosso rebanho. Isto é, precisamos ter visão mais larga, para a ampliação do Reino de Cristo.

Portanto, como ministros, precisamos sofrer com as feridas da Igreja. Em vez de liderarmos cisões, devemos liderar as iniciativas que impeçam divisões e que favoreçam a cura. Dia e noite devemos devotar-nos a busca de meios pelos quais fechar as brechas que possam abrir-se. Devemos não somente falar sobre a unidade da Igreja, mas realmente procurá-la e prestar serviço em seu favor. Não só devemos procurar a paz, mas ir atrás dela, quando foge de nós.

Precisamos apagar-nos à antiga simplicidade da fé cristã original, e construir os nossos alicerces sobre a sua unidade original. Devemos detestar a arrogância dos que hostilizam e dividem a Igreja de Deus sob o pretexto de corrigir erros e defender ‘a verdade’. É evidente que se deve defender a suficiência das Escrituras; mas não permitamos que acrescentem coisa alguma a elas.

Devemos procurar saber com clareza a distinção entre certezas e incertezas, entre questões fundamentais e explicações que não passam de teorias especulativas. Então poderemos distinguir claramente entre os fundamentos da fé e as questões que são apenas opiniões particulares. A paz da Igreja depende daqueles, e não destas.

Precisamos, pois, de uma sólida exposição da teologia histórica para vermos os modos pelos quais a igreja tem planejado para defender a verdade. Precisamos conhecer também os escritos dos chamados pais primitivos, para beneficiar-nos dos seus ensinos e explicações mais claros. Mas nada disso constitui a regra básica da nossa fé ou do amor de Deus em nós.

Também devemos evitar a confusão dos que não fazem diferença entre lapsos verbais da língua e heresias fundamentais. Quão trágico é que alguns estraçalham seus irmãos como hereges, sem nenhum esforço anterior para compreendê-los!

Devemos aprender a entender os motivos básicos das controvérsias, e então reduzi-las ao ponto no qual possamos distinguir as falsas diferenças das genuínas, ao invés de só vermos os preconceitos. Então seremos capazes de refrear-nos, deixando de tornar as diferenças piores do que elas realmente são. Em vez de brigarmos com os nossos irmãos, cooperamos todos contra os nossos verdadeiros adversários comuns.

Por isso é importante que os ministros se unam para usufruir diversas formas de companheirismo, além de cultivar a correspondência. Reunamo-nos, pois, constantemente, com vistas a este objetivo de unidade. Então veremos que as diminutas diferenças de pontos de vista não interferem em nossa comunhão fraternal.

Devemos realizar a obra do Senhor com a máxima unidade e harmonia possível. [Era prática dos sínodos entre os puritanos]. Não devemos impor regras uns aos outros, nem fazer leis, mas evitar mal entendidos e trocar impressões para edificação mútua. Manter o amor e a comunhão uns com os outros é o que a Palavra de Deus nos manda fazer.

Se tão somente os ministros do evangelho tivessem sido homens de paz e possuidores de um espírito católico, e não faccioso, a Igreja de Cristo não estaria dividida como hoje está. Os conceitos dos ‘irmãos’ e dos calvinistas forâneos, como também as diferentes denominações em nosso país, não estariam conspirando para destruir-se mutuamente. Seu crescente azedume uns para com os outros só serve para fortalecer o inimigo comum, assim como impede a edificação e a prosperidade que a igreja deveria estar experimentando atualmente.” [2]

 

4)  Ética é acima de tudo vida de santidade.

 

Escritor e teólogo espanhol escreve:

“Uma ética da santidade. Destaca-se a orientação positiva e o chamado à perfeição: ‘deverá mostrar a excelência da vocação’. Já não pode centrar-se no pecado. Nem pode ocupar-se simplesmente dos mínimos legais, interpretados em chave nominalista. Trata-se, isso sim, de expressar o ideal tensional utópico do projeto de humanização do plano salvador de Deus, a que fomos convocados desde o batismo. É recuperada, assim, a dimensão prospectiva da ética teológica, mesmo sem excluir a dimensão judicativa. É uma ética do máximo. Uma ética da santidade, carregada de espiritualidade bíblica, porque ‘na Igreja, todos [...] são chamados á santidade’, ficando ‘inteiramente claro que todos os fiéis são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade’. ‘Antes de falar de leis e de preceitos particulares, cabe à teologia moral estudar profundamente a boa nova da nossa vocação em Cristo [...]. Na moral cristã esse tema da vocação é mais fundamental que o da lei. O cristão é essencialmente homem chamado por Deus em Cristo. Essa vocação, que é chamado à salvação, a compartilhar a vida divina, é um dom. Para São Paulo, essa vocação em Cristo apresenta como corolário necessário uma vida santa, que se manifesta no comportamento de cada dia.” [3]

 

 Bispo Paulo Lockmann

 

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