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(João 10.11)

1) Deus, o Pastor do seu povo.

Estamos próximo ao Advento onde celebramos a vinda de Jesus, o Bom Pastor, ao mundo. O Salmo 23 declara isso, todos conhecemos, mas Jesus foi isto: “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.” (Mt 9.36). Ao me despedir da 1ª e 7ª Regiões quero deixar esta marca, como o bom pastor, Jesus, pastoreiem o rebanho, não dependam de lugar para dedicar-se mais, cuidem das ovelhas que Deus lhes dá, discipulem, e as amem como Jesus.

O profeta Isaías, ao anunciar o novo êxodo do exílio, reafirma a figura protetora, libertadora e consoladora do Pastor de Israel: “Como pastor apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no seio; as que amamentam, ele guiará mansamente.” (Is 40.11).

Diante desta figura é que Jesus se apresentou como o bom pastor - João 10. Jesus, além de advertir sobre o falso pastor, que é ladrão, que usa, explora, rouba e mata as ovelhas, anuncia quais as características do bom pastor. Tais características são úteis à Igreja hoje, especialmente quando muitos tornam-se pastores da noite para o dia, falam na rádio, na televisão, etc. Precisamos conhecer o(a) verdadeiro(a) pastor(a), para podermos distingui-lo do falso.

Há muito tempo em reunião com os Superintendentes Distritais, ouvi algo que sabemos, mas nem sempre praticamos: o grande diferencial da Igreja Metodista em relação a outras Igrejas é o pastoreio. Cuidar das vidas, discipulá-las, resgatar-lhes a Esperança que só Jesus dá. Dar-lhes uma comunidade de fé.

Vejamos o que nos sugere o texto de João:

 

2) “As ovelhas ouvem a sua voz”.

Esta afirmação nos coloca numa situação muito difícil, pois há líderes que não reconhecemos como pastor, mas que têm um “grande rebanho”, ou seria grande público? Há diferença? Com certeza. Jesus, por exemplo, teve um grande público, mas poucos seguidores. Há muitas pessoas que não querem ser ovelhas, não querem compromissos, preferem ser enganadas e irem enganando. O bom pastor fala em nome de Deus, não fala para agradar aos seus ouvintes, mas a Deus. As verdadeiras ovelhas, as que de fato querem ser discípulas, querem ter compromisso com Deus, ouvem a sua voz; pois sabem que o bom pastor não fala só de cura e prosperidade, mas também de cruz, sofrimento, luta e vitória. Do caminho estreito que leva à vida, mas também da certeza da vitória em Cristo.

 

3) Ele conhece, pelos nomes, todas as suas ovelhas.

Aqui está o grande diferencial: Jesus conhece as suas ovelhas. O bom pastor também precisa conhecer as suas ovelhas. Significa conhecer qual é a fraca, a enferma, isto é, saber das necessidades de cada uma, tratando-as com amor. Hoje, o culto para muitos é um show, onde muitos pastores se tornaram animadores de auditório e as ovelhas plateia; são rostos disformes e distantes: como conhecê-los? Como chamá-las pelos nomes? Para esses pastores, acabou-se o pastorado e o pastoreio; seus interesses são outros: a lã, a pele, a carne das ovelhas; são mercenários. Mas o bom pastor continua existindo. O bom pastor conhece as ovelhas pelos nomes, cultiva intimidade, chora com elas, alegra-se com elas. Este é o modelo metodista de pastorado. Pastores que apascentam o rebanho, que amam, e, se necessário, deixam as 99 no aprisco e vão em busca da que se perdeu.

 

4) Ele guia as suas ovelhas pelas veredas da justiça.

Cabe ao pastor cuidar e guiar as suas ovelhas. Cuidar é conhecer as necessidades e supri-las, é impedir que as ovelhas sejam atingidas; caso atingidas, cuidar das feridas. Mas o bom pastor tem também o cuidado de ensinar o caminho seguro para as ovelhas e conduzi-las ao lugar de alimento abundante: a Palavra de Deus. O bom pastor precisa, como Jesus, ser portador de palavras de vida eterna. (cf. Jo 6.68). O bom pastor, ao conduzir as ovelhas, escolhe o caminho, pois sabe que o certo é estreito, difícil, porém é o caminho da verdade que conduz para a vida (cf. Mt 7.13-14). O bom pastor não ilude as ovelhas, deixando-as andar por onde querem, antes, as adverte quanto às suas escolhas na vida; sejam escolhas boas ou más.

 

5) Ele vai adiante delas, e elas o seguem.

O bom pastor é o exemplo de tudo o que ensina. Isso nos recorda o Apóstolo Paulo, quando, falando às suas ovelhas da Ásia Menor, diz: “Vós bem sabeis como foi que me conduzi entre vós em todo o tempo desde o primeiro dia em que entrei na Ásia,...” (At 20.18). Ou ainda o que ele recomendou à igreja em Filipos: “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco.” (Fp 4.9).

Tenho ensinado e me imbuído que não basta aos/às pastores/as e líderes terem a reta doutrina, precisam acompanhá-la da reta prática. Este era o diferencial de Jesus: “Ele ensinava como quem tem autoridade”.

As ovelhas não vão seguir um(a) pastor(a) cuja vida não confirma o seu ensino; não basta lançarem desafios de oração, jejum, vida santa, se tais ensinos não podem ser vistos em suas próprias vidas. Ele é vanguarda, ele abre caminho para as ovelhas, e as conduz às águas tranquilas, mesmo no vale da sombra da morte ele as acompanha, e mais, vai à frente, mostrando o caminho seguro.

 

6) Ele dá a vida pelas ovelhas.

O bom pastor tem por prioridade o rebanho. O bem-estar, a cura, a salvação das ovelhas é a prioridade do bom pastor. Quando os guardas vieram para levar Jesus e os discípulos, Jesus se colocou à frente, impedindo que seu rebanho fosse preso em seu lugar: “Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais?” (Jo 18.4). “Então lhes disse Jesus: Já vos declarei que sou eu; se é a mim, pois, que buscais, deixai ir estes; para se cumprir a palavra que dissera: Não perdi nenhum dos que me deste”. (Jo 18.8-9).

O bom pastor não somente dá a vida pelas ovelhas, como dá a vida às ovelhas. Quando nos tornamos parte do rebanho de Cristo, deixamos a vida sem perspectiva própria para ganharmos a vida abundante, eterna. Temos futuro também, pois além de desfrutarmos de uma nova vida agora, não tememos mais a morte, pois temos vida eterna, ou como disse o Apóstolo Paulo: “Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem os principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 8.38-39).

Eis o desafio do ministério pastoral metodista, assim como de cada igreja local: pastorear o povo, o bairro, ao estilo de Jesus, cuidando, amando e, se necessário, dando a própria vida pelas ovelhas, pois: “... quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa, achá-la-á”. (Mt 16.25).

 

Bispo Paulo Lockmann

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