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“E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente;isso vos será para mantimento. E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. E assim se fez.”
(Gn 1.29-30)

“...mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais.
(Gn 3.3 )

 

1) O Propósito de Deus.

Desde o Jardim do Éden em todas as narrativas e ensino, a Bíblia vai revelando o propósito bondoso e amoroso de Deus para com toda criação. Dando ao ser humano um papel de destaque, e até mesmo de seu representante para o mundo criado.

A expressão final  da narrativa da criação é explicativa: "E viu Deus tudo quanto fizera e eis que era muito bom." (Gn1.31)

A promessa a Abraão ilustra isto: "...em ti serão benditas todas famílias da terra..." (Gn. 12.3 b)."

O Êxodo é um esforço de restabelecer esta aliança, e o propósito santo de Deus  de abençoar Israel, e através dele todas as famílias da terra. Disse Deus a Moisés: “Disse ainda o SENHOR: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel. (Ex 3.7- 8a) ".

Durante o período do reinado em Israel, Deus suscita profetas para restabelecer sua promessa: "Eu vos introduzi numa terra fértil, para que comêsseis o seu fruto e o seu bem; mas, depois de terdes entrado nela, vós a contaminastes e da minha herança fizestes abominação. Os sacerdotes não disseram: Onde está o SENHOR? E os que tratavam da lei não me conheceram, os pastores prevaricaram contra mim, os profetas profetizaram por Baal e andaram atrás de coisas de nenhum proveito. (Jr 2.7-8)."

O Novo Testamento é pródigo em sublinhar a intenção  santa de Deus em salvar e libertar do jugo da escravidão e do pecado. E Isto aparece já no anúncio do nascimento de Jesus: "Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. (Mt 1.21); “O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. (Lc. 2.10 -11)" assim que a encarnação de Deus em Cristo passa ser um novo tempo de restauração da criação. O apóstolo Paulo entendeu bem isto quando diz: "Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.” (Rm 8.22-23).

O apóstolo João começa seu Evangelho usando terminologia da criação: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. (Jo. 1,1)". A expressão en arche = no princípio, é a mesma presente na tradução grega do Antigo Testamento, em Genesis1.1, ou seja, em João,  Jesus inicia uma nova criação, daí o conceito de novo nascimento como significação de conversão: "A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. (Jo 3.3)".

Por fim, biblicamente falando, o Apocalipse nos chama atenção para a Escatologia: "Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. (Ap.21.1)" Aqui, João inspirado em Isaías e movido pelo Espírito anuncia um recomeço de Deus: "O NOVO CEU E UMA NOVA TERRA". É Deus dando uma nova oportunidade à humanidade, para ver realizado seu propósito de vida abundante.

 

2) Obstáculos ao Propósito de Deus.

Como vimos no Jardim do Éden, Deus deu ao Homem e a mulher o dom de mordomos da criação, isto significa autoridade e poder sobre a criação. MAS, COLOCOU UM LIMITE!: " ...da árvore no meio do Jardim, não tocarás, nem comerás." 

No Jardim do Éden a entrada em cena de Satanás, como adversário dos propósitos de Deus para a vida humana e contra própria criação, põe diante de nós algumas das questões que afligem a humanidade, e a fazem sair dos planos de Deus para vida humana. 

 

a) Real Existência de Satanás. 

A Igreja tem muitas vezes ignorado isto, quando não negado. No nosso caso Metodista, além dos testemunhos claros das Escrituras, temos vários testemunhos de João Wesley.

Pedro deixa isto muito claro: "Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar. (1Pe 5.8)". Não tem como alcançar os planos de Deus para a vida humana, especialmente a Igreja, sem tomar conhecimento disto. Quando A Palavra adverte: "... o mundo inteiro jaz no Maligno..." (1Jo 5.19b) Pedro sabia e não menosprezava o fato que Satanás tem poder de sedução e tentação sobre o ser humano.

Que o diga o próprio Pedro no Episódio da negação de Jesus. "Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo!” (Lc 22.31). Que o digam os Políticos e Empresários envolvidos nos escândalos do Mensalão e do  Lava Jato (Petrobras). O Apóstolo Tiago descreve o caminho explorado pelo tentador: "Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.” (Tg 1.13-15). O que fazer? Reconhecer nossa fragilidade como ser humano, ver com clareza onde estão nossas fraquezas, cobiça, poder-dinheiro, sexo-pornografia, etc.. Buscar ajuda de cristãos mais experientes. Integrar-se a um grupo de discipulado, como lugar de crescimento, maturidade, graça  e poder de vitória sobre o pecado. Também manter uma vida de oração, uma disciplina espiritual onde exercitamos a fé, a oração, a meditação na Palavra.  Afinal, a vitória sobre o mal passa por: "...sujeitais-vos, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugira de vós." (Tg 4.7).

 

b) Nossa Frequente  Insubmissão a Palavra de Deus.

Sim! Começou ali no Éden, com Adão e Eva. Caíram, porque deram ouvidos ao tentador na voz da serpente, e desobedeceram a Palavra de Deus: "... do fruto, da arvore, que esta no meio do Jardim, não tocarás, nem comerás." 

Revendo a história do povo de Deus, foi necessário os 10 mandamentos para dar a direção de Deus no caminho do povo, e tornar possível alcançar o propósito de Deus. A Torah é este caminho da lei de Deus, que o salmista resumiu com as seguintes palavras:

 “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos.” (Sl 119.105).Temos como seres humanos dificuldade de lidar com limites, exigimos dos outros respeito à lei de Deus, e também para com as leis do Estado, mas nós mesmos se pudermos, e tivermos garantia de não sermos apanhados, DESOBEDECEMOS!

Desde criança somos marcados por um impulso carnal de rebelião aos princípios da Lei de Deus.Há um ditado que diz: "Dá poder a uma pessoa e conhecerás quem ela realmente é". Exatamente isto aconteceu com os líderes políticos e empresários envolvidos nos escândalos do mensalão, e lava jato. Estas operações da Policia Federal e do Ministério Público mostram a incapacidade de alguns de distinguir o público do privado, ou seja, transformar os bens do povo, da nação, em bens pessoais, e de seus familiares e amigos, em prejuízo da maioria do povo.Lamentavelmente isto também tem ocorrido com a Igreja Evangélica, pastores/as que deixam a oração, a Palavra, para cuidar das finanças somente, acham que podem tudo, como se fossem donos da Igreja. Não distinguem o público do privado, usam seu poder para benefício próprio, a igreja que paga suas contas, sim, misturam totalmente o que é público, ou seja, o da comunidade de fé com o que é seu. Pura cobiça! E ai de quem questionar, logo vem ameaças como: "...eu sou o ungido de Deus...” e outras tantas.  Depois não querem que a Igreja Evangélica caia em descrédito. Sem falar da tal doutrina da prosperidade, digo doutrina, porque teologia é algo sério, não é uma ideologia capitalista como essa doutrina, onde o ter é mais importante que o ser.

Afinal, teologia, discipulado, é seguir o Mestre que não tinha onde reclinar a cabeça. É verdade que Jesus prometeu prosperidade aos que o seguiam, mas isto significava ter o suficiente para sustento e viver com dignidade.

Vamos refletir sobre isto, numa sociedade competitiva com critérios não bíblicos, tal reflexão nos leva mais perto do propósito de Deus e a abandonar o deus do consumo, o "mercado" para servir e anunciar o Deus da Vida.

 

Bispo Paulo Lockmann

 

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