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“Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo”

(Tiago 3.1-12)

 

 

Introdução 

 

Com o propósito de ajudar o povo chamado metodista no caminho da santidade de mente e coração, compartilho o estudo que segue. Isso porque cresce o número de maledicências e calúnias nas redes sociais, fatos que atingem e prejudicam a todos e revelam aspectos sórdidos do ser humano. Não se segue o procedimento bíblico: “Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele”(Pv 29.20) e “Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo” (Mt 5.22).

Existem irmãos e irmãs indo (caminhando) para o inferno por conta das palavras que postam, julgando e condenando irmãos e irmãs, como se juízes fossem: Deus é o Juiz! Quem se beneficia com isso (essa atitude)? Satanás, que deseja dividir a Igreja, lançar ódio e contendas no meio da Igreja.

Atentemos antes ao conselho de Paulo: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” (Ef 4.29) e “Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior. Além disso, a linguagem deles corroi como câncer; entre os quais se incluem Himeneu e Fileto.” (2Tm 2.16-17). Nós somos filhos da luz, chamados a produzir os Frutos do Espírito, amor, alegria, etc. Portanto, ainda que nossos corações se indignem contra um/a irmão/ã ou alguma situação, é nosso dever seguir os princípios bíblicos em obediência.

Temos espaços apropriados previstos pela lei da Igreja Metodista para corrigir os erros e disciplinar os envolvidos em ilícitos, mas o que se percebe é que as pessoas é que têm prazer em caluniar, difamar, visando desgastar e até mesmo destruir a reputação de irmãos e irmãs. É muita maldade e malignidade.

No ensejo de crescermos no discipulado, identificando questões em nosso meio que dificultam a caminhada, é que escrevemos mais este estudo.

Tenho ouvido, de diversos/as colegas, da luta que enfrentam para manter suas ovelhas unidas, dentro de um projeto missionário compatível com as propostas dos Concílios Geral, Regional, Distrital e Local.

Entre os problemas levantados, está o da maledicência e murmuração. Irmãos e irmãs, líderes, que não refreiam a sua língua de falar maldosamente uns dos outros. Invariavelmente estes comentários geram conflitos, mágoas e rancores. Enfim, dividem a Igreja. Não preciso dizer quem está por trás destas fofocas e maledicências, pois todos vocês sabem que é obra maligna, visa à destruição das pessoas, da comunhão, criando na igreja um clima tão desagradável que não há ânimo para a missão.

Alguns argumentam que falar a verdade não é maledicência, portanto não é errado. Esta é uma visão muito superficial do problema, porque não considera diversos princípios bíblicos.

 

I)              A importância do ato de falar

 

  1. No Gênesis, o falar de Deus

Desde os primeiros momentos da criação, no livro de Gênesis, até a origem do povo de Deus com Abrão, e se quisermos em toda a Bíblia, as coisas boas vêm à existência pelo falar de Deus. “E disse Deus: haja luz!” E todos sabemos que houve luz. Após criar, viu Deus que tudo era bom. O falar de Deus, ou o falar conforme Deus, gera coisas boas. Podemos dizer que o falar conforme as paixões humanas gera coisas ruins.

 

  1. Falar para a Salvação

 

“Se com tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres.serás salvo.” (Rm 10.9-10).  Nossa salvação depende desta disposição de falar. Paulo ensina que nossa salvação se concretiza com uma declaração de nossos lábios.

Lembre também que Pedro foi chamado de bem-aventurado por ter feito a confissão certa diante da pergunta de Jesus acerca de quem era Ele. Pedro confessou: “Tu és o Cristo, filho do Deus vivo.”

 

  1. O falar indica maturidade e perfeição cristã

“Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo. Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo. Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro. Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro. Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva! Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno. Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano; a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim. Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce.” (Tg 3.1-12)

 

Essa advertência é conhecida por todos, e muito de nós já vimos como crianças e jovens falam, às vezes, coisas das quais se arrependem. O problema é, quando os anos passam e as pessoas não amadurecem, elas não adquirem sabedoria no falar. Passam a maior parte da vida enfrentando problemas por causa de suas próprias palavras. Devemos sublinhar que muitos dos nossos jovens têm amadurecido e adquirido um falar cristão e maduro.

 

II) O falar inadequado do cristão

 

1) Exemplo 1 – Compromete a vida toda.

“Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso  corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno.” (Tg 3.6) 

 

2) Exemplo 2 – Suscita conflito.

 

“Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia.” (Ef 4.31)

 

3) Casos de palavras inadequadas:

 

a) Palavras que não edificam.

 

“Então, respondeu Jó: Tenho ouvido muitas coisas como estas; todos vós sois consoladores molestos. Porventura, não terão fim essas palavras de vento? Ou que é que te instiga para responderes assim? Eu também poderia falar como vós falais; se a vossa alma estivesse em lugar da minha, eu poderia dirigir-vos um montão de palavras e menear contra vós outros a minha cabeça;” (Jó 16.1-4)

 

Aqui, Jó deixa claro o mal que lhe faziam as palavras dos seus amigos que, sem sabedoria, tornavam mais pesada a sua dor. Quantos de nós já sofremos isso? Quantos de nós já fizemos outros sofrer com palavras vãs, vazias e que não ajudam nem edificam. Quando não sabemos o que dizer, devemos ficar calados.

 

b) Palavras irritantes

 “A resposta branda desvia o furor, mas a  palavra dura suscita a ira.” (Pv 15.1)

          Quantas vezes você tem visto uma confusão ser aumentada, ânimos serem maldosamente motivados por uma palavra dura? Palavras que incitam ao conflito e à violência são irritantes e desagregadoras. Devemos ter o máximo de cuidado; em uma situação delicada, devemos dar uma resposta branda.

 

c) Palavras precipitadas 

 

“Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele” (Pv 29.20).  

 

Certamente você já viveu a experiência de acabar de falar e em seguida levar a mão à boca e pensar: “Eu não devia ter dito isso!” Quanta confusão, quanta dor evitaríamos se agíssemos com mais cautela, prudência. Provérbios diz que há mais esperança para o louco-insensato do que para quem profere palavras precipitadas.

 

d) Palavras irreverentes

“As vossas palavras foram duras para mim, diz o SENHOR; mas vós dizeis: Que temos falado contra ti? Vós dizeis: Inútil é servir a Deus; que nos aproveitou termos cuidado em guardar os seus preceitos e em andar de luto diante do SENHOR dos Exércitos?”

(Ml 3. 13-14) 

 

Precisamos estar atentos sobre a maneira como falamos acerca de Deus, e das coisas de Deus. Muitas vezes, nossa proximidade e presença no santuário é tão intensa que perdemos a reverência, a dimensão do sagrado e do santo. E com isso entram na nossa linguagem conceitos mundanos, linguagem desrespeitosa sobre a Igreja e sobre os servos de Deus.

 

e)            Palavras mentirosas

.

 

          “ Por isso, deixando a mentira, fale cada um a  verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros.” (Ef 4.25)

 

 

Todos nós já fomos vítimas de mentiras, e, infelizmente, já incorremos neste grave pecado, o qual é de procedência maligna, pois, como sabemos, o diabo é o pai da mentira (Jo 8.44). Na igreja primitiva, Ananias e Safira foram destruídos por causa da mentira. Nos dez mandamentos está claro o ensino “... não dirás falso testemunho.” Apesar de tudo isso, nós ainda ouvimos conceitos como: “É só uma mentira santa.” Na verdade, a Palavra de Deus adverte que os mentirosos não entrarão no Reino dos céus. (cf 1Tm 1.10; Ap 21.8).

 

f) Palavras que promovem contenda

 

“Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa,  mãos que derramam sangue inocente, coração  que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.”

 (Pv 6.16-19) 

 

Se há alguma coisa que causa muito dano na vida da Igreja é a dos/as mensageiros/as de contenda e fofocagem. Pessoas especializadas em serem leva-e-traz, sempre com mais intriga, vão lançando irmãos/ãs contra irmãos/ãs. Quem já não perdeu, ou já esteve prestes a perder uma amizade por causa disso? Segundo Provérbios, esse comportamento Deus abomina (Pv 6.16 e 19).

Muitas igrejas locais já foram divididas pelo diabo, usando pessoas para lançar irmãos/ãs contra irmãos/ãs. Junto a estas, estão as calúnias, acusações falsas, mentirosas, as quais já acabaram com muitos ministérios, afastaram crentes novos da igreja. Da maledicência até a calúnia, muitas são as vítimas. Das línguas malignas ninguém escapa: bispo, superintendentes distritais, pastores e pastoras, presidentes de sociedades, coordenadores de ministérios, enfim, toda a igreja tem sido vítima deste mau uso da língua. Destrói-se a comunhão, cria-se um clima de desconfiança no meio do povo de Deus. Vamos nos comprometer em abolir do nosso meio tal prática maligna.

 

g) Palavras obscenas

“Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda  maior. Além disso, a linguagem deles corrói como câncer; entre os quais se incluem Himeneu e Fileto. (2 Tm 2.16-17)

Será que precisamos advertir os cristãos para não falarem palavrão ou palavras maliciosas e de baixo nível? Bem, o Apóstolo Paulo teve de fazer isso, o que indica que Timóteo corria algum risco, inclusive Paulo cita dois membros da igreja cuja linguagem profana era corrosiva como um câncer; eram eles Himeneu e Fileto.

Há hoje na sociedade uma vulgaridade crescente, programas de televisão e rádio banalizam e usam com frequência palavrões, obscenidades, e, muitos de nós ou de nossos filhos estão expostos a esta “programação e poluição visual e auditiva”; não falta quem pense: “São os novos tempos.” Na verdade, vale o conselho de Paulo: “...não vos conformeis com este século (mundo), mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.1), ou ainda: “...Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e, sim, unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e assim transmita graça aos que ouvem.” (Ef 4.29).

 

Certamente há muitas outras expressões inadequadas no falar, mas vamos considerar as atitudes corretas e o falar adequado ao cristão/ã.

 

Obs.: Este estudo continua na próxima pastoral

 

Paulo Lockmann

 

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