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Gradativamente nos últimos meses o mundo tem explodido em violência, e no centro dos acontecimentos se encontram três fatores que há muito têm sido geradores de dor, exclusão e morte, o radicalismo religioso, o preconceito e o racismo. Há muitos exemplos de ocorrências, mas exemplificando alguns atos nos quais a supracitada tríade do mal se manifestou evoco aqui o caso da chacina dos chargistas da Revista Charlie Hebdo, o extermínio de muitos cristãos na Nigéria pelo Boko Haran, que a exemplo dos vinte e um cristãos coptas foram assassinados no Egito pelo ISIS – (Estado Islâmico), o alto percentual de jovens negros assassinados anualmente no Brasil, os comprovados crimes motivados por homofobia. Além dos supracitados o que motivou essa reflexão foi o ocorrido na cidade de Charleston, Carolina do Sul (EUA) na noite de quarta-feira (17/06), quando Dylann Storm Roof, um rapaz branco de 21 anos, após uma hora de participação da reunião sacou de uma pistola calibre.45 e chacinou nove pessoas membros da Igreja Africana Metodista Episcopal Emanuel.

O crime ocorreu em uma das mais antigas comunidade negra no sul dos Estados Unidos, construída no século XIX. Clementa Pinckney, pastor da Igreja e parlamentar está entre os mortos. Segundo o que foi apurado, o ato de Dylann foi motivado por ódio racial, de acordo com algumas notícias veiculadas, por quatro vezes ele recarregou a pistola que seu pai lhe dera de presente de aniversário, e enquanto atirava dizia: vocês vão morrer porque são negros. Enquanto pastor e cristão metodista nessa hora de trevas e dor eu sou solidário com os irmãos da Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel. E enquanto pessoa negra eu me irmano na dor deles, dos familiares em luto, e com todas as pessoas que cotidianamente, mundo afora, são vítimas de crimes de ódio perpetrados por motivações racistas e pelo preconceito em todas as suas formas. Em suma, enquanto Raça Humana é preciso entender e propagar que o outro, ainda que se distancie nos quesitos: etnia, religião, politica, gênero, orientação sexual, sempre será nosso próximo enquanto pessoa humana.

O que aconteceu em Charleston, em uma Igreja negra que foi fortemente atuante na luta contra a escravidão e busca pelos direitos civis dos negros norte-americanos, mostra que a questão negra ainda é como uma ferida mal cicatrizada, e que nos EUA, ou qualquer outro país que fez uso de pessoas negras como mão de obra escrava, tal ferida sempre voltará a sangrar. A escravidão acabou, mas deixou como marcas perversas o racismo e o preconceito, os quais tal como cânceres malignos vão se alastrando silenciosamente, todavia, em determinado momento explodem em violência e morte. Arrancar o mal pela raiz é a única forma de acabar com a tríade formada pelo radicalismo religioso, o preconceito e o racismo, geradores de ódio, injustiça, exclusão, violência e morte. Há um dito popular que diz: “antes que o mal cresça corte-lhe a cabeça”, porém em se tratando de racismo, preconceito e radicalismo religioso, tríade maléfica que tal qual pecados capitais geram outros, não se vence com o corte de suas cabeças, pois ela é como a Hidra de Lerna, monstro fabuloso, o qual segundo a mitologia grega, quando tinha uma de suas sete cabeças cortadas logo outras duas cresciam no lugar. A policia agiu rápido e prendeu o jovem assassino dos metodistas negros, mas a prisão de Dylann é apenas o corte de uma das cabeças, mas outras crescerão, pois o jovem assassino certamente ganhou entre os racistas dos EUA, e mundo afora, inúmeros admiradores. Não precisa muito esforço para se encontrar nas redes sociais espaços onde a xenofobia, intolerância religiosa, e outras formas de violências correlatas são abertamente propagadas.

O que fazer?

Na mesma semana em que nos EUA aconteceu à chacina dos Metodistas negros, aqui no Brasil uma jovem candomblecista foi agredida verbalmente e ferida na cabeça por uma pedra lançada por supostos evangélicos. Lá evangélicos foram agredidos e mortos, aqui segundo a mídia, pretensos evangélicos foram os agressores, não sei a crença do jovem atirador branco, mas ambos os casos evidenciam racismo e intolerância religiosa, atitudes diante das quais, por meio de sermões, estudos bíblicos e ações concretas, a Igreja precisa se posicionar publicamente contra. Não é através de projetos políticos, ataques a crenças, locais ou símbolos da fé alheia, que se gera um seguidor de Cristo, religião é coisa do coração, é subjetiva e só pode ser mudada por uma ação interna, por Deus, qualquer tentativa externa só produzirá frutos ruins. Um cristão maduro sabe, respeita e ensina que o outro tem direito a seguir a religião que lhe apraz, pois em Zacarias 4:6, a Palavra declara: “Não por força nem mediante a violência, mas pelo poder do meu Espírito!” – É preciso viver e ensinar o que Jesus viveu e ensinou, crer, viver e pregar o Evangelho integral como forma de transformação do individuo e sociedade, isso passa pelo respeito a pessoa do outro e a suas escolhas.

Equipe da Pastoral Nacional do Combate ao Racismo

 

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