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Em 1971, o Grupo Palmares, de Porto Alegre/RS, lançou nacionalmente o dia 20 de novembro como uma data para lembrar e homenagear o líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi, assassinado nesse dia pelas tropas coloniais brasileiras, em 1695. Segundo Lélia Gonzalez (citada por Oliveira Silveira em Vinte de Novembro: História e Conteúdo – 2011, p.4), “O 20 de novembro transformou-se num ato político de afirmação da história do povo negro, justamente naquilo em que ele demonstrou sua capacidade de organização e de proposta de uma sociedade alternativa...” (1982, p.57). Em 1978, O Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial (MNU), designa a data como Dia Nacional da Consciência Negra.

Em 10 de novembro de 2011, a data foi ofi cializada no Brasil através da Lei nº 12.519. Em muitos municípios é feriado. A data é dedicada à refl exões e análise da situação e inserção do povo negro na sociedade brasileira. Vivemos em uma sociedade onde não há democracia racial e as pessoas são discriminadas por serem negras. As estatísticas demonstram de forma ine- quívoca que faltam oportunidades para mais de 100 milhões de brasileiros/as alcançarem melhor condição de vida. O Censo Demográfico de 2010 mostra que embora tenha havido melhora em diversos indicadores sociais, ainda assim subsiste a situação de desigualdade entre brancos/as e os/as demais, negros/as, pardos/as e indígenas.

O analfabetismo tem mais incidência na população negra e parda. O índice de analfabetos/as ne- gros/as é o dobro da população branca. Constata-se a seguinte incidência de analfabetismo: 13,3% entre os/as negros/as, 13,4% entre os/as de cor parda e 5,9% entre os/as de cor branca. A média de anos de estudo dos/as brancos/as com 15 anos ou mais de idade é de 8,4 anos de estudo, enquanto negros/as e pardos/as tem em média 6,7 anos.

A desigualdade entre brancos/as e negros/as aparece também na ocupação, é reduzido o número de negros/as em posições privilegiadas. Negros/ as e pardos/as são em maior proporção, os/as empregados/ as sem carteira representam a maioria dos/as empregados/as domésticos/as. Segundo os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), 2013, do Ibge, os/ as trabalhadores/as de cor negra ganham, em média, pouco mais da metade (57,4%) do que ganham os/as trabalhadores/as de cor branca.

Diante desta realidade, temos que atentar que os discípulos e as discípulas de Jesus são chamados/as a pregar o reino de Deus e a curar os enfermos (Lucas 9:2) e, para tanto, precisamos nos capacitar para desenvolver esta missão. Nos caminhos da missão iremos encontrar situações que evidenciam a morte. Precisamos ter os olhos e os ouvidos bem abertos para ver e ouvir o clamor do/a nosso/a próximo/a. Devemos ser agentes de transformação da sociedade, testemunhando Cristo no dia a dia. Jesus deu a vida em favor de todos/as, para que tenham vida plena. Não fez acepção de pessoas. A Igreja Metodista, enquanto instituição, já deu o primeiro passo reconhecendo a existência do racismo e elaborando a carta pastoral “Racismo, abrindo os olhos para ver e o coração para acolher” e, nós, enquanto discípulos/as de Jesus, membros do corpo de Cristo, o que temos feito para combater o racismo e a discriminação? Precisamos refl etir sobre isso e partir para a ação. É necessário implantar o programa antirracismo na Igreja Metodista, conforme aprovado no 19º Concílio Geral.

Deus abençoe a todos/as e os/as capacite para a missão.

 

Assista abaixo ao pronunciamento oficial da Igreja Metodista contra o pecado do racismo!

Veja a Carta da Coordenação da Pastoral do Racismo da 1ª Região

Racismo: abrindo os olhos para ver e o coração para acolher

A tradição wesleyana e a luta contra o racismo

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