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Evento regional reúne 600 pessoas e revela olhar educador sobre a vida da Igreja

 

Em torno de 600 pessoas, entre professores e coordenadores, além de representantes de grupos societários e pastores de igrejas locais participaram da 11ª edição do Encontro Regional de Escola Dominical. O evento aconteceu no dia 19, no auditório Tucker, no Instituto Metodista Bennett, e, este ano, teve como pano de fundo o tema Plantando esperança, colhendo alegria, com base no Salmo 126.6.

O ponto alto da programação foi o painel Escola Dominical: caminhos possíveis, na parte da manhã. Participaram da mesa o bispo Paulo Lockmann e as pastoras Giselma Almeida, da Igreja Metodista da Tijuca, e Andreia Fernandes, coordenadora nacional do Departamento da Escola Dominical, que abordaram o assunto sob os aspectos do governo da Igreja, pastoral e pedagógico respectivamente, tendo como mediadora a secretária de Educação Cristã, Deise Marques (foto).

Também esteve presente a bispa Marisa de Freitas Ferreira Coutinho, da Região Missionária do Nordeste (Remne). Os louvores foram entoados pela banda Corda de Amor, composta de pessoas de várias igrejas locais. Marcou presença na devocional de abertura a ex-coordenadora de Educação Cristã, Lorely Del Valle, além da ex-secretária de Ação Social, Suenir Furtado.

Além da criatividade e dinâmicas que marcam o trabalho regional nessa área, o evento uniu a experiência de lideranças que acompanham há anos os projetos da Escola Dominical com a garra e a disposição de quem está começando. O resultado foi “um evento rico na apresentação e no conteúdo, dinâmico do início ao fim”, declaram  alguns dos presentes que tiveram também a oportunidade de participar de duas oficinas de capacitação. “Saio ainda mais animada para retornar à ED Morro Azul, que acaba de ser implantada”, expressa a pastora Laiza Gomes. Já Flávia Barbosa, professora da Escola da Igreja Porto Real, em Resende, disse se sentir mais motivada pelos desafios. “A ideia é aplicar o que ouvimos em nossa igreja local”, comenta.  

Também passou pelo evento o pastor Augusto Cardias, da Igreja Metodista no Mutirão, em Manaus (AM), e coordenador da Expansão Missionária Ribeirinha da Rema, que inclui o projeto do Barco Hospital. “Estou saindo daqui bastante motivado, levando material e animado para dar treinamento”, diz.

Segundo a atual coordenadora regional da Escola Dominical, Thaiana Assis, o mesmo cuidado que envolveu os detalhes do evento deve ser dedicado a todo o espaço da ED. “É necessário dispensar tempo e atenção. O resultado é sempre muito gratificante”. A coordenadora está otimista quanto aos novos  projetos . “Faremos parcerias com segmentos da Região e igrejas locais com objetivo de fortalecer cada vez mais a Escola Dominical”.

 

Painel e pregação

Durante o painel, o bispo Paulo Lockmann pontuou, entre outras necessidades da Escola Dominical, a criação de espaços de mobilidade e engajamento, capacitando a ED por meio da literatura e recursos; a reafirmação do ensino como núcleo de Escola; e investimento na qualidade de produção de literatura para todos os segmentos da igreja.  Segundo ele, a falta de consciência e de conexidade são dificuldades enfrentadas pelas Escolas Dominicais. Em sua fala, o bispo disse que a ED é vital para a vida da Igreja.

Ele ainda fez menção ao discipulado, ressaltando a sua importância ao afirmar que esse tema também está na ordenança cristã e prática do Metodismo, sem descredenciar a Escola  Dominical como propagadora do ensino cristão. E acentuou a diferença:  “A ED é onde acontece a iniciação das Escrituras. É a escola do conteúdo, do treinamento, da formação. Já  o discipulado é o espaço do pastoreio mútuo, do compartilhar, do um só coração. São espaços diferenciados, mas fundamentais”.

A pastora Giselma Almeida disse que todos os recursos ainda são poucos quando se trata de Escola Dominical. É essencial, segundo ela, providenciar tudo o que for necessário para as aulas da ED. Para ela, o tripé edificar, educar e equipar é crucial na eficácia desse ensino. “É preciso trazer elementos novos para o estudo da Bíblia. Educar diferenciando. A Escola não pode ser estática”. Usando o poema Tinha uma pedra no meio do caminho, de Carlos Drumond de Andrade, a pastora Andreia Fernandes falou sobre a diferença de caminhar, mesmo que em meio a obstáculos, com Jesus. “Assim é na Escola Dominical, a gente cresce repartindo, refletindo, reinventando. E se há possibilidade para a ED, é para que ela seja a Escola do caminho”, diz pastora Andréia. E ela explicou o que seria a “Escola do caminho”: “É aquela que dá voz para as crianças; é aquela em que Jesus encontra a mulher samaritana e se coloca no caminho não para julgar, mas para ouvir e transformar; é a escola do lava-pés, do serviço”.

Com essa mensagem, a pastora provocou uma reflexão sobre a  “Escola Dominical do caminho”. Ela lembrou que Jesus se pôs à disposição para encontrar pessoas no caminho. E esses encontros geraram transformações. “Se tenho disponibilidade, vou em busca do que preciso. Jesus mudou suas trajetórias para encontrar as pessoas. Que Deus nos dê capacidade e que, independente de recursos, sejamos o povo do caminho que se coloca no caminho das pessoas”.

 

Olhar de Jesus

Com base em João 9, a bispa Marisa Coutinho trouxe uma mensagem que também aproxima a visão de Cristo do centro da Escola Dominical. “Antes de conhecer Jesus, a gente pensava que enxergava, mas não enxergava. A experiência do cego é muito clara. Ele era cego, Jesus o curou, e ele passou a ver. No entanto, aos fariseus, que eram doutores da Lei e enxergavam, mas Jesus disse-lhes que não estariam salvos por não conseguirem ver as propostas de Deus nem abrir mão do seu próprio saber e das próprias ideias”. De acordo com a sua pregação, depois da conversão, as pessoas olham o mundo de uma maneira diferente, a partir da visão de Cristo. “Isso é um processo constante. A conversão é a experiência de abrir os olhos. E esse olhar de Cristo é diferente porque faz enxergar novos valores”, ressalta a bispa.

Escola Dominical e Discipulado

No final, o painel foi aberto para perguntas e uma das questões mais apresentadas à mesa foi quanto ao fato de líderes pastorais não frequentarem a Escola Dominical. “O questionamento é justo, e a cobrança também , mas nem sempre o pastor consegue responder a todas as expectativas da igreja. No entanto, admito que a classe pastoral precisa melhorar nesse aspecto, e estarei estimulando”, respondeu Lockmann.  Ele também ficou de escrever um texto orientando sobre o assunto.

A coordenadora regional de Educação Cristã, Deise Marques, de volta à Secretaria depois de cinco anos, admitiu ter encontrado um contexto diferente nesta nova etapa de sua liderança, onde o discipulado tem muita força na vida da Igreja. Segundo ela, o que antes era trabalhado apenas pela Educação Cristã, hoje tem sido desassociado e feito em outros espaços também.  No entanto, a solução encontrada pela Educação Cristã tem sido unir esforços. “Acreditamos que tudo contribui para o Reino de Deus. A nossa postura é a de trabalhar juntos”, afirma.

Quanto às insatisfações manifestadas nas perguntas à mesa do painel, que revelaram algumas igrejas machucadas pelo fato de Escolas Dominicais terem sido fechadas, a secretária lembrou que a presença da ED é canonicamente obrigatória e disse que, neste momento, o que se pretende é ressaltar aquilo que nos traz esperança. “Por isso, escolhemos o tema Plantar esperança e colher alegria. Nosso objetivo é celebrar o espaço. Não pelo espaço propriamente dito, mas para que a Igreja tenha um olhar educador sobre o membro. Quando isso acontece, todo o resto é cuidado”, completa.

Para a bispa Marisa Coutinho, é clara a diferença entre discipulado e Escola Dominical. “No grupo de discipulado, as pessoas são fortalecidas em suas vidas pessoais, o trabalho acontece para o crescimento pessoal com Cristo. A Palavra de Deus vem ao encontro das necessidades do grupo. Já na ED, o conteúdo do ensino é o que importa. É um estudo sistematizado e docente. É preciso conhecer a história, saber quem foi Jacó, Isaque, Abraão, onde Jesus nasceu, por onde andou e o que pregou, e os conceitos da Igreja. Os princípios da Escola Dominical e do Discipulado são muito diferentes. Não dá pra confundir”.  A bispa Marisa reafirmou ainda o valor da ED. “Eu acredito no papel da Escola. Não abro mão dela pelo que produziu na minha vida e pelo que tem produzido na vida das pessoas que servem a Jesus. Que Deus nos abençoe”, conclui.

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