Tel: (21) 2557-3542     |     Webmail     |     Webmail Pastores

You Tube

Assine nossa newsletter

Últimas notícias

Vídeo em destaque

 

Há 10 anos, a ONG Atini luta pelos direitos das crianças indígenas

Lutar pelas crianças indígenas em situação de risco. Este é o objetivo da ONG Atini – Voz pela Vida, que é reconhecida internacionalmente por sua atuação pioneira na defesa do direito desses pequenos brasileiros. Formada por líderes indígenas, antropólogos, linguistas, advogados, religiosos, políticos e educadores, que nutrem profundo respeito pelas culturas indígenas, a instituição há 10 anos chama a atenção da sociedade para a realidade que ainda acontece no Brasil nas tribos de algumas etnias: a morte de crianças indígenas, simplesmente por terem algum tipo de doença ou limitação física, serem filhos de mães solteiras, gêmeos ou do gênero que o pai não deseja. “Muitas crianças indígenas ainda são mortas, violentadas, esquecidas, mas estamos em oração para que Deus cumpra a vontade Dele por intermédio da Atini”, afirma a missionária Lilian Pires, que há três anos é voluntária na organização criada pela missionária metodista Márcia Suzuki.

Trabalho missionário - O maior desafio da Atini, segundo Lilian Pires, é formar uma consciência pública de que as crianças indígenas em situação de vulnerabilidade têm direito à vida. Ela ressalta que para transformar a mentalidade da sociedade a respeito da cultura indígena leva tempo, sendo um trabalho de “formiguinha”. “Não queremos dizer que os indígenas são péssimos, que são pessoas ruins. Queremos apenas mostrar, a partir das ações de reflexão, que é preciso mudar essa cultura indígena que não está em conformidade com os direitos humanos reconhecidos no âmbito nacional e internacional. Por isso, a necessidade de mudança”, salienta. Lilian também enfatiza que é importante trabalhar junto aos indígenas, para que o infanticídio seja combatido nas aldeias. “Nesse processo é fundamental que eles aprendam a ler, a escrever e a também falar o Português. Deixamos claro que valorizamos e respeitamos as práticas tradicionais indígenas, mas não podemos apoiar a morte de crianças inocentes como algo cultural”, frisa a missionária.

Atualmente, Lilian trabalha em um abrigo da Atini com crianças que foram salvas das aldeias por estarem correndo risco de morrer ou por estarem sofrendo constantes violências. Ela explica que não basta apenas retirar esses menores do seu habitat natural, mas é preciso oferecer a eles oportunidades de melhores condições de vida. Para isso, de acordo com a missionária, os pequenos participam de atividades esportivas, de aulas de danças e ainda estão inseridos em projetos educacionais, além de receberem os ensinamentos da Palavra de Deus. “Deixamos claro que elas estão longe da aldeia, mesmo sendo algo que não gostariam de ter acontecido, para que tenham uma vida digna. Estimulamos a cada uma delas a vencer os seus próprios limites, encorajando-as a serem testemunhas de Cristo porque Ele tem feito muito por elas”, ressalta. Hoje em dia, a Atini assiste crianças das etnias Kamayurá, Kajabi, Suruwahá, Kuikuro e Ikpeng.

Para dar ainda mais peso aos trabalhos, a instituição lançou, em 2006, a cartilha Direito de Viver, disponível para download no site www.atini.org.br, para gerar reflexão dentro das comunidades indígenas. Utilizando uma linguagem simplificada, de fácil entendimento, a cartilha explica as leis que protegem os direitos das crianças e conta histórias reais de vítimas e sobreviventes do infanticídio. Outro material impresso que reforça a obra missionária da Atini é a revista Quebrando o Silêncio – um debate sobre o infanticídio nas comunidades indígenas do Brasil (também disponível para download no site da instituição), publicada em setembro de 2007. O informativo aborda o assunto sob diferentes pontos de vista, como Direitos Humanos, Antropologia, Relativismo Cultural, Bioética, além de trazer o relato de testemunhas, profissionais que trabalham em áreas indígenas, parentes de vítimas e sobreviventes.

Ajuda à instituição - A Atini é sustentada pelas doações de algumas denominações e também de pessoas físicas. No entanto, segundo a missionária Lilian Pires, os recursos ainda não são suficientes para cobrir todo o planejamento e o objetivo geral da organização, que é alcançar um maior número de crianças, realizar mais visitas às aldeias, oferecer mais treinamentos aos missionários e apoio às famílias indígenas. “Agora, a nossa maior necessidade é de voluntários para ajudarem na obra. Precisamos, por exemplo, de médicos, enfermeiros, dentistas, advogados, recreadores, horteleiros. Pode ser para nos auxiliar durante uma semana, um mês, um ano. O tempo não importa”, assevera Lilian e acrescentando: “Também precisamos de intercessores. Pessoas comprometidas a estarem clamando ao Senhor pelo trabalho da Atini, pela vida dos missionários, pelas crianças indígenas, suas famílias, e pelos indígenas brasileiros que precisam ser alcançados pelo Evangelho da Salvação”.

Para colaborar, você pode entrar em contato pelo telefone (21) 98116-1595 (whatsApp). Pelo Facebook, Atini – Voz pela Vida, é possível acompanhar as ações desenvolvidas pela ONG, assim como as suas necessidades. Se preferir, entre em contato com a instituição pelos sites Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., enviando a sua mensagem com informações sobre de que forma deseja servir na Atini. Para ajudar financeiramente, bastar depositar qualquer valor no Banco do Brasil – agência 2727-8 – Conta Corrente 13645-X em nome de Atini – Voz pela Vida.

tr?id=228531294253728&ev=PageView&noscript=1