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Se tem uma coisa que satisfaz, por demais, o ego do ser humano, são os aplausos. Quando estamos diante de uma plateia, com um microfone na mão e todos os ouvidos e olhos direcionados a nós, temos a brilhante oportunidade de nos promover, de ser aceito, admirado, de convencer e de formar opinião. É, exatamente nesse momento, que as nossas emoções nos trazem a expectativa do resultado. E os aplausos testificam o nosso sucesso. Que maravilha!!!

Em se tratando da missão do locutor religioso, não é nada diferente dos locutores do campo secular. Todos nós gostamos de aplausos. A partir disso, respondemos a seguinte questão: porque igrejas de médio e grande porte tem tantos líderes, se as que mais precisam de líderes são as de pequeno porte? Porque os pastores considerados de grande potencial estão em igrejas grandes se as pequenas precisam ser grandes, e eles tem alta capacidade de convencimento, de eloquência e conhecimentos? Outra questão é, porque os líderes remunerados em igrejas grandes, ganham salário tão diferente do salário de um líder de uma igreja pequena, se o da igreja pequena não tem líderes de apoio e, por isso, trabalha com empenho de muito mais esforço?

Há uma resposta para todos estes questionamentos: Quanto mais pessoas para aplaudir, maior a satisfação em fazer. Todo líder: da palavra, do louvor, de grupos e membros em geral, amam dizer a si mesmo: “eu sou tudo de bom!”. Por isso, quando um líder procura uma igreja, dificilmente vai parar numa igreja em que não há uma grande plateia. Igreja pequena falta plateia e sobra trabalho. É muito melhor encontrar a mesa pronta e só comer, do que ter que preparar a mesa para alguém. Dá muito trabalho.

Esse discurso, pode parecer um desabafo de um líder que nunca teve uma grande plateia, e que, frustrado por ser líder de uma pequena igreja, descarrega aqui toda a sua insatisfação. Mas não é. Esse discurso, é reflexo do Evangelho de Jesus e da doutrina dos Apóstolos na vida de um pastor que já entendeu o seu chamado e sabe o quanto a sua vida é importante como instrumento de Deus, para, ao reunir pessoas, apontar para Jesus e dizer: Sigam-no. Eu não sou digno de desatar suas sandálias. Aplaudam a Ele. Reverenciam-no. Prestem-lhe culto. O adorem. Deem-lhe glórias e honras. Ele é Senhor e Deus. O seu reino não tem fim, subsiste para sempre.  Dele, por ele e para Ele são todas as coisas.

Penso também, na frustração dos discípulos de Jesus, quando observando que o grupo de seguidores crescia e, na opinião deles, se fortalecia, Jesus, ensinando as doutrinas do Reino de Deus e acerca de seu corpo e sangue, e dizendo: “Eu sou o pão que desceu do céu”, dizendo também que, quem dEle tomar tem parte com Deus, nessa hora os seguidores consideram o discurso muito duro e difícil de ser aceito. Assim, a plateia vai se desfazendo, saindo um de cada vez. Interessante é que Jesus não muda o discurso para os prender. Ele não busca plateia, forma discípulos. Com Ele o discurso é o mesmo e se renova a cada manhã.  Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” Jo. 6-38. As pessoas é que devem mudar através de sua palavra. Os discípulos não entenderam. Indignados viam a “igreja” se desfazendo. Mestre, é duro esse discurso, quem pode suportar? Diziam eles. Jesus responde com uma pergunta: e vocês, não querem ir também? E, Pedro diz: Senhor, para quem iremos nós, se só tu tens a palavra de vida eterna?

Hoje, palavra de vida eterna não tem a menor importância para aqueles que amam aplausos. Palavra de vida eterna esvazia a plateia. Palavra de vida eterna só serve para uma coisa: formar discípulos para Jesus. E quem quer formar discípulos para Jesus não se preocupa com aplausos e tapinha no ombro. Canta sinceramente: “eu não preciso ser reconhecido por ninguém, a minha glória é fazer com que conheçam a Ti”.

Que tenhamos a consciência de que quanto mais a igreja toma a nossa cara, menos cumpre o propósito para o qual foi estabelecida.

Jesus é o Senhor da Igreja. Que nossa vida e ministério o glorifique.

Campo Missionário em Bacia de Anchieta

Distrito de Realengo - RJ

 

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