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Um dos grandes desafios da juventude e da humanidade são as escolhas e cada uma delas requer uma decisão.

Se escolhemos o verde, abrimos mão do amarelo, azul, preto...

Se escolhemos andar de bicicleta, abrimos mão do patins, skate, moto...

Se escolhemos a calça, abrimos mão da bermuda, short, saia...

Escolhas simples e complexas sempre serão decisões fáceis ou difíceis, que na maioria das vezes, requerem a abdicação de algo ou de alguém. Desde escolher o tipo de leite, a bicicleta e programas de fidelidade a amigos/as, cueca/calcinha, escova de dente a protetor solar.

Estas escolhas na infância (época que tanto queríamos sair) são bem mais fáceis ou quase não existem. Alguém (pai e mãe, avós ou tios geralmente) toma a decisão por nós. Escolhe a roupa que vamos vestir, o tipo de comida até os lugares para onde iremos passear. Até as profissões são mais fáceis de escolher e exercer na infância. Ser médico/a ou advogado/a não requer muito esforço ou dedicação e ainda podemos trocar de profissão com os amiguinhos e amiguinhas.

Nessa fase, começamos a ouvir uma pergunta que vai nos incomodar por um longo tempo: o que você vai ser quando crescer?

Já na adolescência, o caminho começa a ficar mais estreito. Abre-se em leques de opções e, acompanhado deles, surgem diversos “consultores” ou "vendedores de sonhos", que nem sempre estão acompanhados das melhores opções ou melhores “consultas”. E nessas aventuras nos perdemos na multidão dos “conselhos”.

Nossa família quer que sigamos um determinado caminho que, na teoria, culminará numa vida melhor, mais estável e mais segura. Às vezes, eles acertam e têm razão. Já nossos professores e amigos sugerem um caminho mais pragmático. Nesse sentido, as profissões sugeridas nem sempre são aquelas que estão em nosso coração ou em nossa mente, gerando um conflito de ideias e pensamentos.

Com isso, começam as primeiras frustrações, desentendimentos e conflitos internos.

Mas por que isso acontece?

Nessa fase da culminância da adolescência, nosso cérebro fica com algumas placas:

- “Desculpe o transtorno, estamos em obras para servi-lo melhor.

- Os transtornos são temporários, mas os benefícios são permanentes!

Em alguns casos não tão raros, mais evidenciados na classe masculina, essas obras perduram por mais tempo, podendo durar anos. Em alguns casos já foi observado que o indivíduo fica em constante reforma.

Segundo o pediatra americano Jay Giedd, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental, em Bethesda (EUA), "o cérebro humano está em constante crescimento (construção) até o final da adolescência." Ele diz também que a formação das conexões neurais e neurônios aumentam no final da adolescência para a fase adulta, ocorrendo primeiro na parte de trás do cérebro e, por final, no córtex frontal, que é responsável por controlar o raciocínio, tomada de decisão e controle emocional.

Ora, isso significa que o amadurecimento do cérebro se dá quando temos que tomar as decisões mais importantes de nossas vidas, como profissão, religião, matrimonio, tribo, entre outras mais. Em contrapartida, apesar de maduro, o cérebro requer experiências e vivências que deixam marcas e nem sempre são positivas.

Com o passar dos anos e finalizando a adolescência, aquela pergunta que antes era uma brincadeira, cresceu e se transformou em perguntas mais sérias: A pergunta “O que você vai ser quando crescer?” dá lugar a questionamentos como|: “Qual faculdade vai fazer?” “Com quem você vai casar?” “O que você vai ter?” “Onde morar?” São tantas perguntas que ecoam em nossos ouvidos que acabam gerando em nós os sentimentos mais diversos.

Nessas circunstâncias, estaríamos mais seguros se pudéssemos tomar essas decisões a partir dos 21 anos. No entanto, sabemos que nem sempre isso é viável e possível.

E o que fazer?

Não existe um manual de sobrevivência de como viver, experimentar e não se machucar. Pois toda experiência de crescimento é uma experiência traumática. Crescer gera traumas positivos e negativos. Mas temos que crescer.

Seria bom se a vida seguisse a letra da canção “Primeiros erros”: “se um dia eu pudesse ver meu passado inteiro e pudesse parar de chover nos primeiros erros”. Não temos essa opção, mas podemos fazer de nosso passado o chão para projetar nosso futuro.

A melhor decisão é aquela que nos deixa com paz no coração. Seja a paz de Cristo o árbitro de vossos corações (Col. 3-15). Quando olhamos para a História do povo de Deus vemos que sempre que uma pessoa tinha que tomar uma decisão e fazer uma escolha antecedia um período de silêncio, meditação e algumas vezes “sair de cena”. E se foi assim na Bíblia, pode ser no nosso cotidiano:

- Em silencio podemos ouvir a voz de Deus mais claramente e ficamos sensíveis ao seu querer e executar em nossas vidas. O silêncio traz respostas que não imaginamos.

- Quando meditamos, observamos os personagens que ouviram a voz de Deus, mas que num primeiro momento não acreditaram, precisaram de outra pessoa para confirmar ou de uma experiência física, como foi no caso de Gideão. Mas diferente deles, temos hoje a Bíblia para nos nortear: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (II Timóteo 3:16-17).

Em silêncio, podemos meditar e ouvir o que Deus tem preparado e quais as ferramentas temos disponíveis para alcançá-las.

- Quando ”saímos de cena”, podemos ver melhor a situação como um todo. Isso porque estamos do lado de fora. Podemos analisar o que está acontecendo em nosso cenário. Varias vezes observamos, antes de grandes acontecimentos, Jesus saindo de cena para orar, meditar, jejuar.

- Quando oramos, algo sobrenatural acontece. A oração sempre antecedeu as decisões, as escolhas da liderança na história do povo de Deus - “Pai, dou-te graças porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves, mas disse isso por causa da multidão que está ao meu redor, para que creiam que Tu me enviaste. E, tendo dito essas palavras, clamou em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” Lc 11.41-43.

- É importante ouvir os sacerdotes. Tem sempre alguém que já passou pela experiência que estamos passando e ouvir essas pessoas sempre acrescenta e enriquece nossa decisão.

Podemos ler, analisar fatos, fazer comparações, mas nada será tão forte e eficaz quanto ouvir a doce e suave voz de Deus. E Ele sempre estará disponível a para te ouvir.

E na dúvida, não ultrapasse!

 

Cassius Rodrigo - Conselheiro de adolescentes há 20 anos por paixão. Biólogo por profissão. Pai de três filhos por amor.
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