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A Faculdade de Teologia (Fateo) da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) conta com o projeto chamado SOL-África, de apoio à educação teológica de Angola e Moçambique, onde professores da FaTeo doam parte de suas férias durante o recesso escolar para participar dos programas e ampliar o conhecimento teológico em comunidades metodistas de diferentes culturas.

Foi por meio dessa oportunidade que os pastores e professores Danielle Lucy Bósio Frederico e Eber Borges da Costa embarcaram rumo ao continente africano em junho deste ano. O trabalho é fruto da parceria da Fateo com a Igreja Metodista Unida, a Junta Geral de Educação Superior e Ministérios da Igreja Metodista Unida nos Estados Unidos.

Durante 18 dias os professores Eber e Danielle ministraram aulas sobre Educação Cristã e Novo Testamento, respectivamente, nos Seminários Teológicos de Gondola e de Cambine. “Nosso desafio começou quando nos demos conta de que eram grupos heterogêneos, grupos com níveis diferentes de formação teológica”, conta a pastora.

Outro desafio vivido foi a diferente realidade no que tange às localidades em que os Seminários se encontram, além recursos e população que vive ao redor. Em Chimoio, o Seminário foi inaugurado há um ano e ainda não tem energia elétrica nem água encanada, de acordo com os relatos da pastora. Por este motivo as aulas só podiam ser ministradas até as 16 horas.

No Seminário Teológico em Gondola, situado a 40 minutos da cidade de Chimoio, a dupla trabalhou com um grupo de 21 pastores vindos das mais diferentes localidades da área norte de Moçambique. Alguns viajaram por cerca de dois dias e meio para participarem da capacitação. Além da caminhada, carros e lotações, chamadas de “chapa”, tornaram a participação na capacitação possível. “Esse primeiro grupo foi muito receptivo e alegre. Trabalhamos por uma semana e foi muito gratificante poder auxiliar na formação desses colegas”, conta a pastora.

  Turma do Seminário em Gondola - Chimoio

Turma do Seminário em Gondola - Chimoio

 

A próxima parada foi no Seminário Teológico de Cambine (Inhambane), onde um grupo de 51 pastores participaram da capacitação. Em Cambine, de acordo com a pastora Danielle, há uma melhor infraestrutura, com energia elétrica e um Campus muito grande onde são desenvolvidos vários trabalhos junto à comunidade: marcenaria, escola primária e secundária, internato masculino e feminino, centro comunitário, orfanato e posto de saúde onde são feitos partos e o atendimento geral da população.

Turma do Seminário em Cambine

Turma do Seminário em Cambine

 

Apesar da dura realidade encontrada num país recém-saído da guerra civil que ainda está em construção, a experiência desafiadora foi um momento de reflexão e alegria, de acordo com a pastora Danielle. “Há muita escassez e pobreza, mas também há um povo metodista muito atuante e engajado na obra do Senhor. Conhecemos pastores que caminham horas e horas a pé, para estarem com suas igrejas e comunidades. Um só pastor precisa cuidar de quatro a cinco comunidades, dada a carência de mão de obra. De outro lado, homens e mulheres que caminham horas para celebrarem ao Deus vivo em suas Igrejas. A Igreja se faz presente de fato como um meio por onde a Graça de Deus se manifesta”, testifica. 

A viagem terminou, mas o trabalho em Moçambique é permanente. Por isso a pastora Danielle reforça a importância da oração contínua por este projeto. “Gostaria de convidar a cada um a orar por nossos irmãos Moçambicanos, bem como pela Igreja Metodista no continente Africano. Orar pelo corpo pastoral desse país que tem enfrentado muitas dificuldades para pastorear o rebanho que vem crescendo a cada dia”, enfatiza.

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