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“Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça”

 

Vale verificar a palavra do bispo Paulo Lockmann durante os trabalhos conciliares

 

No culto de abertura do 1º Concilio Regional da 7ª RE, bispo Paulo Lockmann tomou como base para a sua reflexão Isaías 49.4-7 e 50. 4-9. Fazendo referência à missão do profeta de levar Israel a uma restauração, o bispo associou o desgaste sofrido por Isaías à atividade ministerial, ressaltando que, ao final de uma semana de função pastoral, o líder, às vezes, tem a sensação de que tudo deu errado.

Embora reconheça que isso, de fato, aconteça, Lockmann observa que tal atitude não deve ser vista de forma generalizada.  O bispo destacou também que, por conta de uma fadiga espiritual, até uma situação banal pode desencadear essa sensação. “Nós nos doamos muito durante a semana. Depois disso, quando vamos ministrar no domingo, por exemplo, temos aquela sensação de vazio ou alguém vem e te dá uma palavra que, literalmente, vem do diabo”.

Lockmann faz então menção ao profeta Elias que fugiu temendo por sua vida após receber uma mensagem ameaçadora de Jezabel, como registra 1 Reis 19.4: “Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó SENHOR, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais”.

Outros exemplos também foram citados pelo bispo, além de Davi, que teve vontade de ir embora e abandonar tudo, ele fez menção a Jesus, que se sentiu rejeitado (Jo 1.11) e abandonado (Mt 27.46). Com base em algumas cartas paulinas, fez referência à rejeição também sofrida pelo apóstolo por igrejas que ele ajudou a fundar, na qual deu o melhor de si (Gl 4.16-17).

Segundo o bispo, eses sentimentos podem ser vivenciados pelos pastores nos dias de hoje. Nesse caso, a sensação de fracasso, por exemplo, se manifesta na em forma de pedidos de transferência. “Isso acontece no momento em que sentimos que tudo está errado a nossa volta. E o que é pior: às vezes pensamos que só nós estamos certos”, ressalta. 

 

Busca pelo avivamento

Reafirmando que os pastores em seu ministério irão encontrar esse tipo de frustração, o bispo cita o caso de pessoas que, depois de ajudada pela igreja, acaba depois indo para outra comunidade. Mas destaca que o obreiro sofre por isso. “Interessante que podemos ganhar 100 almas, mas a dor é profunda quando perdemos duas ou três e não conseguimos nos alegrar com as 97 que ficaram. Ainda mais quando descobrimos que aquela ovelha está murmurando contra nós”.

Diante desse tipo de situação, do que o ministério precisa?  Para responder seu próprio questionamento, bispo Lockmann faz menção a Hebreus 4.15-16: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”.

Para o bispo, neste caso, a “ocasião oportuna” são os momentos em que os obreiros têm essa sensação de fracasso e rejeição. São essas situações do dia a dia que parecem acabar com a energia do pastor e tentam ofuscar a visão do que Deus quer fazer na vida dele. Assim como Pedro, que cheio de Espírito Santo, mesmo sendo apenas um pescador, falou no Sinédrio (Atos 5.17-42), mostrou que Deus também pode fazer nos dias de hoje, pegar aqueles que são menores para fazer deles líderes de igreja.

Diante disso, orientou os obreiros que estão cansados de ouvir palavras de fracasso proferidas contra ele a dizer: “Estou liberto disso. Por que o Senhor me chamou e não há limite para o que Ele pode realizar por meu intermédio”. Citando mais uma vez apóstolo Paulo, quando em Atos ele diz ter sido conduzido pelo Espírito Santo a Jerusalém sem saber o que lhe poderia acontecer, afirmou: “O que vale é o Evangelho do Senhor Jesus e a obra que Ele nos concedeu. Precisamos do Espirito Santo, o Consolador”.

Lockmann ainda conclamou uma busca por uma renovação espiritual e mudança nos corações, fazendo referência a Ezequiel 36.26-27: “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis”.

Bispo destacou a necessidade de a igreja buscar esse avivamento. “Corremos o risco de nos tornar apenas uma instituição, deixando de ser um movimento do Espírito Santo”, declara. Ele destacou ainda que isso aconteceu com a igreja primitiva. “Das sete cartas enviadas às igrejas em Apocalipse, apenas duas delas não continuam uma mensagem de correção. Com isso, entendo que sair do propósito de Deus é fácil para o homem. Devemos vigiar a fim de que o fogo de Deus que está no altar do nosso coração não se apague”, comenta.

Ele falou ainda sobre a importância de alinharmos o nosso coração a vontade de Deus e cumprir o querer dEle. Segundo o bispo, muito tempo e energia tem sido gasto com aquilo que não é prioridade. “Precisamos de avivamento por que a Palavra está perdendo autoridade em nossas vidas. A opinião dos homens tem se tornado mais importante que o Texto Sagrado. E estamos aqui no Rio de Janeiro para conquistar, ganhar vidas e famílias, expulsar os demônios e profetizar bênçãos”, conclui.

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